JÚPITER EM LIBRA: COMPREENDENDO SUAS CRENÇAS SOBRE RELACIONAMENTOS

 

Em setembro de 2016 o planeta Júpiter deixa Virgem e ingressa no signo de Libra, onde permanecerá até outubro de 2017.

Júpiter, do ponto de vista do Pensamento Sistêmico, representa o conjunto de crenças que trazemos do nosso sistema familiar de origem.

São crenças que revelam o pano de fundo cultural onde se desenvolveu a história da família e que foram “programadas” no subconsciente familiar pelas experiências vividas pelos antepassados.

Entram na conta as crenças que compõem a filosofia de vida da família, os conceitos e valores compartilhados entre os familiares.

Também se considera as crenças sobre prosperidade, ética e moral, religiosidade e, principalmente, a chamada “sabedoria dos mais velhos”.

Enquanto Júpiter estava em Virgem, ele estava atuando na discriminação das crenças do sistema familiar de origem, bem como no entendimento do seu impacto na forma como a vida das pessoas estão organizadas.

Ou seja, pessoas que estavam buscando um entendimento de como a história da família impactava a sua vida (relacionamentos, saúde, finanças), obtiveram respostas esclarecedoras sobre os tipos de crenças habilitadoras e desabilitadoras, suas origens e resultados.

Em Libra, Júpiter trará à tona questões relativas às crenças herdadas do sistema familiar sobre relacionamentos.

SEUS RELACIONAMENTOS REPRODUZEM HISTÓRIAS PASSADAS DE SUA FAMÍLIA

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Você já reparou que certos tipos de relacionamentos e seus problemas se repetem de mãe pra filha, de avó para mãe e assim por diante?

Seja um casamento infeliz contra o qual a pessoa não tem forças para se libertar, seja um relacionamento onde ocorrem abusos e violência, ou ainda, relacionamentos impedidos ou frustrados.

Como fazemos parte de um sistema familiar, carregamos conosco parte do destino vivido pelos nossos antepassados.

Por um movimento subconsciente de amor, buscando sermos fiéis ao sistema familiar que nos deu origem, acabamos vivendo um destino semelhante às histórias vividas por nossos antepassados.

Para entender melhor como isso funciona leia o artigo clicando aqui.

Se na família existe um histórico de mulheres que foram insatisfeitas no amor, no inconsciente do sistema familiar cria-se uma crença que acaba se tornando quase um mandamento, uma verdade absoluta: “eu não nasci para ser feliz no amor”.

Essa crença gera uma vibração que repercute na linha geracional da família, como pedras de dominó derrubando umas as outras, numa reação em cadeia que prossegue pelas novas gerações.

Assim, uma pessoa poderá viver a mesma história infeliz de seus avós e bisavós, muitas vezes com semelhanças em detalhes específicos.

Você que vive problemas de relacionamento e sofre muito com isso, já fez uma pesquisa para buscar informações sobre o histórico de relacionamento de avós, bisavós e até tataravós?

Segundo a biodecodificação emocional, somos mais propensos a repetir os padrões de antepassados que nasceram numa data muito próxima ao do nosso nascimento ou que tenham o nome semelhante ao nosso.

Por exemplo, se Maria Antônia nasceu em janeiro de 1980 ela pode ter seu destino mais identificado com a avó materna chamada Antônia que nasceu em janeiro de 1923 do que com a outra avó paterna chamada Carmen, nascida em abril de 1925.

A paridade de datas de nascimento por si só já é reveladora, do ponto de vista da astrologia, pois quase sempre há coincidência de signo, podendo inclusive ter posições semelhantes de Mercúrio e/ou Vênus.

Salientando que Vênus rege as relações amorosas.

O movimento do amor que nos une ao sistema familiar pode tomar duas direções possíveis, que em PNL chamamos de filtros de direcionamento: ir em direção a / fugir de.

Quando o subconsciente de uma pessoa se identifica com uma questão de relacionamento que criou uma ferida no sistema familiar lá no passado, essa pessoa pode, no movimento de honrar o sistema, ir em direção ao mesmo destino e tomar pra si parte da dor daquela ferida.

Dizemos que ela foi ao encontro de um destino familiar e o viveu novamente para não trair o sistema familiar de origem.

O comando subconsciente que se constela é: “se as mulheres que me deram a vida viveram aquele tipo de sofrimento, para honrar a vida que me deram eu tomarei parte desta dor e deste destino para mim”

O movimento em sentido contrário ocorre quando não aceitamos, subconscientemente, o destino de nossos antepassados.

É quando fugimos daquela velha história e lutamos com todas as forças para não vivê-la novamente.

Mas como se diz, “tudo aquilo a que resistimos, persiste”.

Então parece que a força de fuga dispara a vinda do destino com mais força e exatidão.

Pois ao tentar fugir, não reconhecer o passado do sistema, o próprio sistema reage para evitar essa exclusão.

O que fazer então se correr o bicho pega e se ficar o bicho come?

Há que se reajustar o sistema, promover uma desidentificação, porém sem excluir ou deixar de honrar o passado familiar.

As constelações familiares sistêmicas são uma ferramenta poderosíssima capaz de desfazer esses emaranhados entre o destino do indivíduo e o destino de seus antepassados.

Podemos dizer que o verdadeiro livre arbítrio começa quando constelamos nossas amarras ao sistema familiar e nos desemaranhamos dele, deixando as pesadas cargas para que realmente as possuiu e viveu: nossos antepassados.

Numa constelação há movimentos sistêmicos de entrega, de devolução, de cargas que tomamos subconscientemente.

Assim, ficamos livres para viver o nosso destino, do nosso jeito.

E a melhor forma de honrar o sistema familiar de origem é criando um destino feliz e extraordinário para a vida que recebeu dele.

COMO JÚPITER EM LIBRA CONTRIBUIR PARA UMA CURA SISTÊMICA DOS RELACIONAMENTOS

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A casa do Mapa Astral onde cai o signo de Libra é que irá expressar o universo de seus relacionamentos.

Com Júpiter transitando nesta casa, você atrairá pessoas que refletem as crenças familiares sobre relacionamentos e viverá com elas questões que revelarão os nós que tem com seus antepassados.

Se Libra está na Casa 01, você atrairá pessoas que com as quais se sentirá fortemente identificado, podendo inclusive anular sua personalidade em função da pessoa. Júpiter passando por esse setor trará na forma de relacionamento a crença de que você deve se colocar em segundo plano na relação. Muito provavelmente há no histórico familiar mulheres que abdicaram de sua identidade para manter um relacionamento.

Se Libra está na Casa 02, há aqui um histórico de mulheres que se casaram por dinheiro ou por segurança. Gerações de mulheres cuja dependência econômica em relação aos parceiros criou feridas profundas.

Se Libra está na Casa 03, pode ser que no passado a ferida tenha se dado em função de casamentos arranjados pela própria família, por imposição, onde não havia identificação e boa comunicação com o parceiro.

Se Libra está na casa 04, aqui há uma identificação com um dos pais. No passado, mulheres deixaram de casar para cuidar dos pais ou, num contexto mais sombrio (dependendo da análise de outros aspectos do mapa), pode haver um histórico de incesto.

Se Libra está na casa 05, o romantismo e o idealismo nas relações tem um papel marcante. Pode ser que no passado familiar tenha se criado a crença no “conto de fadas” e muita desilusão tenha ocorrido a partir disso.

Se Libra cai na Casa 06, a saúde pode ter ficado comprometida ao vincular-se a relacionamentos tóxicos. Não é de todo estranho atrair parceiros que, após um tempo, drenam a vitalidade da pessoa, abandonando-a em estado de saúde débil.

Na casa 07, há muita projeção sobre o parceiro que acaba fugindo de um relacionamento no qual ele teria de abdicar de si próprio para cumprir um papel que não lhe satisfaz ou lhe é muito pesado.

Na casa 08, há muito dor e luto nos relacionamentos. Aqui Júpiter poderá constelar a crença de que todos os relacionamentos terminarão de forma trágica, com perdas, mortes e muita dor. Há a necessidade de integrar os lutos vividos pelo sistema familiar para se desemaranhar deles.

Na casa 09, pode ter uma pressão religiosa no relacionamento, normalmente onde um indivíduo foi forçado a adotar um sistema de crenças forçosamente. Isso pode trazer muitas repercussões negativas na fé da pessoa.

Na casa 10, a pode ter havida uma dependência em relação ao parceiro para a manutenção do status social e também falta de reconhecimento por uma das partes.

Na casa 11, a frieza pode ter sido a marca de relacionamentos que se formaram por interesses que não o de construir uma vida juntas. A impessoalidade e distância pode ter gerado feridas profundas em gerações passadas.

Na casa 12, vemos o alcoolismo, suicídio, prisão e problemas mentais como ingredientes para relacionamentos que trouxeram muito desgaste e dissolução da personalidade da pessoa.

Existem muitas outras interpretações para cada posicionamento e, muito mais importante, a combinação de Libra e Júpiter em trânsito com os outros elementos do Mapa.

A análise de um Mapa Astral por meio de uma abordagem sistêmica pode ser um diagnóstico inicial a ser completado num trabalho de constelação familiar sistêmica.

No vídeo a seguir, comentamos sobre a passagem de Júpiter em Libra e como essa energia irá influenciar a coletividade, em especial entre novembro de 2016 e janeiro de 2017.

 

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Carlos Harmitt

Astrólogo e pesquisador do Pensamento Sistêmico e das Constelações Sistêmicas.

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