O MAPA ASTRAL REVELA OS CONFLITOS SISTÊMICOS FAMILIARES

 

Existem certas histórias que se repetem na sua família?

Você se sente ligado de forma mais profunda à história de algum dos seus antepassados?

Será que existe alguma relação entre os problemas que você está vivendo agora e as dores vividas pelos seus pais, avós, bisavós e membros de gerações distantes?

Certamente você já deve ter ouvido a seguinte frase: “O todo é muito maior que a soma de suas partes”.

Ela revela um dos conceitos fundamentais do que chamamos de Pensamento Sistêmico, a ideia de que várias unidades arranjadas ao acaso ou propositalmente criam um campo de relações entre elas.

Nesse campo relacional acontecem trocas de energia nas mais diferentes combinações e, portanto, uma diversidade de significados são expressos num mesmo agrupamento.

Dessa forma, os sistemas são a soma de suas partes mais todos os possíveis fenômenos que possam ser gerados pela interação entre essas partes.

Os sistemas humanos funcionam exatamente assim.

Duas ou mais pessoas reunidas trocam experiências, informações e modificam umas as outras. Sendo que o conjunto delas torna-se um sistema vivo e com identidade própria.

Você pode perceber isso à medida que migra de um agrupamento para outro.

Quando está em casa com sua família, o tipo de interação – o campo relacional – faz com que determinados assuntos sejam conversados, certas vivências sejam compartilhadas com esposa, filhos.

Mas, ao ingressar no ambiente de trabalho, um novo tipo de sistema é criado onde as conversas serão outras, o humor, tom da voz e disposição de espírito.

Muitas vezes adotamos facetas diferentes de nossa personalidade em cada sistema que adentramos.

Assim, mudamos de sistema para sistema, experimentando as energias de um e de outro, nos identificando mais com um ou outro e até adotando preferências e antipatias por diferentes sistemas.

No entanto, o sistema que mais impacta um indivíduo é o sistema familiar de origem. A família de onde vem sua linhagem genética – pai e mãe.

A FAMÍLIA COMO SISTEMA E SUAS LEIS SUBCONSCIENTES

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Para o sistema familiar, o psicoterapeuta Bert Hellinger identificou algumas leis as quais chamou de “ordens do amor”.

São elas:

  • Pertencimento
  • Hierarquia
  • Equilíbrio

A primeira ordem, também chamada de vínculo, diz que todos os membros de uma família tem direito a ocupar o seu devido lugar no sistema de origem. Qualquer indivíduo que seja excluído de seu sistema familiar ou não seja reconhecido como parte dele irá gerar um “buraco” que o sistema fará de tudo para compensar.

A segunda ordem diz respeito à posição ocupada pelos membros de uma família, onde a precedência dos mais velhos sobre os mais novos é regra pétrea. Quem nasceu antes ocupa um lugar acima na hierarquia dos que nasceram depois. É o princípio da precedência dos mais velhos sobre os mais novos. E isso vale tanto para as relações verticais (Avô – pai – filho) bem como nas horizontais (irmão mais velho – irmão do meio – irmão caçula).

A terceira ordem fala sobre o equilíbrio entre o dar e o receber. Os filhos recebem a vida de seus pais, um bem que eles não tem como recompensar a não ser dando a vida a outros descendentes. Portanto, os filhos tomam dos pais o que recebem deles e, como forma de compensação, deem honrá-los e respeitá-los

Segundo Bert Hellinger, nosso subconsciente adota essas leis e reage quando elas não são cumpridas.

O que fará com que uma distorção ou quebra das ordens seja compensada é um movimento de amor, o amor inconsciente que nos mantém eternamente leais ao nosso sistema de origem.

Por amor, defendemos, honramos, tentamos reparar e nos sacrificamos pelo nosso sistema familiar.

Muitas vezes isso se manifesta na forma de doenças, vícios, incapacidade de prosperar na vida ou de nutrir relacionamentos satisfatórios.

Um quebra na lei do pertencimento fará com que alguém do sistema, em geral os mais novos, assumam o destino de quem foi excluído da família ou não foi reconhecido.

Por exemplo, um filho que tenha nascido alguns anos após um aborto, pela lei da hierarquia é o segundo filho, não o primeiro. O primeiro é o que foi abortado. Se o luto pelo aborto não foi integrado pela mãe, se ela não reconhece aquela gravidez frustrada como uma cria sua – tornando-o um excluído do sistema -, pode ser que o filho subsequente venha, por amor ao irmão que não pôde nascer, desenvolver algum tipo de sintoma.

Por outro lado, uma quebra na lei da hierarquia pode acontecer quando uma filha assume a posição da mãe por achá-la fraca em lidar com o marido. Assim, a filha passa a se relacionar com seu pai como se fosse a esposa dele. Como sistemicamente ela “olha para o seu pai”, terá dificuldades de estar disponível para outro homem.

No caso de um desequilíbrio entre o dar e o receber, se um filho não honra seus pais ou não lhes dá o devido reconhecimento, é como se negasse ou não aceitasse a vida que recebeu deles. Quando se exclui os pais da vida, a vida exclui o indivíduo. Surgem então toda a sorte de dificuldades para prosperar na vida.

Do ponto de vista do Pensamento Sistêmico aplicado ao sistema familiar, os problemas de saúde, prosperidade, relacionamento, direcionamento na vida são oriundos de bloqueios ou descompensações em alguma área do sistema familiar.

Identificando essa área, o ponto do sistema que necessita ser reequilibrado, ganha-se consciência e toma-se um caminho em direção à cura.

 

AS CONSTELAÇÕES FAMILIARES SISTÊMICAS CURAM A ALMA DAS FAMÍLIAS

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As constelações familiares são atividades em grupos na quais indivíduos são escolhidos para representar os membros de sua família, um sintoma, uma questão existencial ou qualquer outra coisa que necessita ser curada ou reequilibrada.

Durante uma constelação o sistema familiar os representantes sentem e agem como se fossem os próprios elementos que estão representando.

Por meio de interpretação desses sinais, o constelador – coordenador da atividade – encaminhará a solução sistêmica que irá afetar o campo familiar (passado, presente e futuro) e levá-lo a se organizar energética e arquetipicamente de uma forma que seja mais harmônica.

Com isso são curadas fobias, vícios, medos, traumas, bloqueios emocionais além de proporcionar soluções para os problemas de relacionamento afetivo e profissional e  questões relativa à prosperidade material.

É como se a alma do sistema familiar fosse colocada sobre uma bancada de análise e intervenção cirúrgica.

Pontos chave, nós, emaranhados, enganos são postos à luz e resolvidos de forma efetiva e com tomada de consciência.

É uma experiência transformadora e habilitadora.

 

OS ASTROS NO MOMENTO DO NASCIMENTO CARREGAM INFORMAÇÕES DO SISTEMA FAMILIAR

 

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Quando nascemos, os signos e planetas estão arranjados no céu numa determinada configuração formada pelas suas posições e pelas interações que fazem uns com os outros.

O que chamamos de Mapa Astral nada mais é do que o esquema gráfico de um sistema. Veja a entrevista AQUI.

Esse sistema, vamos chamá-lo de Sistema Astrológico, é único para cada indivíduo. Mesmo para aqueles que nasceram no mesmo dia, hora e local.

Pois os planetas e signos, além de representarem conteúdos arquetípicos antiquíssimos, cada um deles interagirá com o próprio sistema familiar ao qual a pessoa está vinculada.

Um sistema interagindo com outro e formando um novo sistema.

Por exemplo, o Sol é a representação milenar do arquétipo do pai, seja ele o pai carnal ou celestial. Qualquer figura masculina que seja doadora de vida ou da semente de uma concepção está carregada do arquétipo paterno e pode ser representada pelo Sol.

Um indivíduo que tem o o Sol em Libra  poderá ter uma visão do pai como alguém conciliador, capaz de ver os dois lados de uma questão e, em certos casos, indeciso.

Se outro indivíduo tem o Sol em Touro, a imagem do arquétipo paterno talvez venha a ser de alguém obstinado, trabalhador, aferrado à matéria e também bastante obtuso e teimoso.

O mesmo vale para a Lua, representação da mãe, seja ela a mãe genitora (a vivência no útero), a mãe natureza ou a Mãe Divina.

Um nascido com a Lua em Peixes poderá ter a visão da mãe como martirizada ou sujeita ao abandono, ao passo que um indivíduo que tenha a Lua em Sagitário terá o arquétipo da mãe tingido pelo caráter exagerado ou autoindulgente deste signo.

Nas constelações sistêmicas familiares fica claro que somos produto de duas funções: a função mãe e a função pai.

A função mãe é a que nos faz estar da vida. Por ter nos dados a vida e nos nutrido, essa função está ligada a todos os movimentos que fazemos no sentido de honrar a vida que recebemos.

Se há uma falta de integração com a função mãe, desenvolvemos problemas nutricionais, metabólicos, emocionais e psicológicos que são uma negação à vida. Estão na lista o refluxo, bulimia, obesidade, diabetes, depressão, ansiedade.

Já a função pai nos faz nos lançar na vida em busca de conquistas. É o pai que ensina o filho a pescar e caçar.

Quando não estamos integrados com a função pai temos problemas para conquistar coisas e prosperar no mundo. Dificuldades financeiras e profissionais, falências, falta de direção na vida têm muito a ver com uma função pai mal integrada no sistema.

No mapa astral é possível perceber como o indivíduo se relaciona com essas duas funções por meio da análise dos aspectos planetários que o Sol e a Lua fazem no mapa.

Por exemplo, se o Sol faz um aspecto negativo com Plutão, é bem provável que haja um problema de integração com a função pai por conta de históricos de perdas não integradas no sistema familiar. Existem lutos não resolvidos que bloqueiam o acesso do indivíduo à função pai, causando entraves à prosperidade.

No caso de uma Lua em aspecto negativo com Quíron, pode ser que uma ferida não curada nas profundezas da alma da mãe entre em ressonância com feridas emocionais do filho, ficando este impedido de acessar com harmonia a função mãe que é provedora de segurança. Daí podem surgir convulsões emocionais internas que levem à depressão ou síndrome do pânico, além de incapacidade de relacionar-se satisfatoriamente com as mulheres.

Além das funções materna e paterna reveladas, respectivamente, por Lua e Sol, ainda encontramos no mapa astral muitos elementos que constituem representantes de forças que interagem no sistema familiar.

As casas astrológicas, por exemplo, possuem significados parentais que podem trazer mais precisão à leitura de um mapa astrológico numa abordagem sistêmica.

Os significados das casas astrológicas no contexto familiar são:

  • Casa 01 – avó paterna, avô materno, binetos
  • Casa 02 – padrasto dos filhos
  • Casa 03 – irmãos
  • Casa 04 – mãe, primos do lado paterno, sogro ou sogra (sexo oposto ao da pessoa), madrasta
  • Casa 05 – filhos, segundo irmão ou irmã
  • Casa 06 – tios do lado materno
  • Casa 07 – parceiro ou parceira, terceiro irmão ou irmã, sobrinhos, avó materna, avô paterno
  • Casa 08 – abortos e natimortos
  • Casa 09 – netos, cunhados , quarto irmão ou irmã, segundo parceiro / parceira
  • Casa 10 –  pai, primos do lado materno, sogro ou sogra (do mesmo sexo da pessoa), padrasto
  • Casa 11 – filhos adotivos ou de criação, enteados, afilhados, filhos ilegítimos
  • Casa 12 – tios do lado paterno

Assim, de posse do mapa astral de uma pessoa pode-se levantar questões relativas ao seu sistema familiar, questões essas a serem trabalhadas em sessões de constelações sistêmicas familiares.

Para saber mais, leia o artigo onde explico as histórias dos antepassados que surgem num Mapa Astral CLICANDO AQUI.

Com um levantamento mais apurado dos nós sistêmicos da pessoa fica mais fácil e efetiva a aplicação dos movimentos sistêmicos durante uma constelação, pois já se tem uma ideia de que função está a cargo dos sintomas, se mãe ou pai, bem como um direcionamento mais claro para a resolução do conflito ou cura de um sintoma.

Há muita pesquisa ainda a ser feita nesse campo envolvendo a relação da astrologia com as constelações sistêmicas.

Muitas novas ferramentas podem surgem de uma abordagem sistêmica da astrologia e a leitura de um mapa astral pode ganhar novas dimensões antes nunca imaginadas.

Para entender melhor, assista ao vídeo a seguir:

 

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Carlos Harmitt

Astrólogo e pesquisador do Pensamento Sistêmico e das Constelações Sistêmicas.

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4 thoughts on “O MAPA ASTRAL REVELA OS CONFLITOS SISTÊMICOS FAMILIARES

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